Palavras erradas para pessoas certas.

  Descobri que apenas não posso lidar com esse cativeiro social. Tantas barreiras, tanto que nos separa e ao mesmo tempo tudo na sua presença me completa. 
  Seus olhos, infinitos e azuis… como eu amo seus olhos. Não são os maiores, mas são únicos, o par de olhos que me levou a conclusões e ensinamentos que a vida nunca me levaria sozinho. 
  A imensidão dos seus globos oculares me levam a mesma imensidão que banha a Terra. Oceanos conseguem ter menos mistérios que o conjunto da sua existência. Ao final de tudo, me encontro na posição de um marinheiro. Pra tal designação não basta embarcar, precisa ser apaixonado por seu novo lar, sombria e assassina casa que me atrai, chega a ser algo descontroladamente afetiva. O verdadeiro sentimento leva-me a redenção na imensidão azul. 
  Mesmo sabendo dos riscos, quero estar lá, descobrir o que a superfície não revela. A morte chega a não ser tão eterna quanto à descoberta das verdades absolutas.
  Não a culpo, mas tudo em você me leva a crer que meu lugar, por mais delirante que seja, é fazendo parte do seu olhar. Para isso basta pensar em mim, que diretamente irei em direção á sua alma, a salvação ao que me prende. Há uma âncora que me segura no seu íntimo que me sufoca cada vez mais ao posicionar pensamentos em ti.
  As figuras de linguagem parecem irreais, mas não para mim. Sua magnitude chega a ser tão imperfeita e complexa que não cabe no belo absoluto. Sinto-me isolado por não ter chance de pertencer ao seu peito. Em silêncio grito: preciso de você ao meu lado… mais do que nunca.

vou sempre te amar mais do que qualquer pessoa — closer-closertome

eu te amo muito também, imensamente. 

Hoje acho que passei dos limites…

 Acordei desesperado procurando por ti, mesmo sabendo da inutilidade daquele ato. Eu necessitava dizer o quanto eu preciso de você para preencher a lacuna que faria de minha existência um legado.
 Sem ar, como em câmera lenta, me levanto de olhos arregalados por um sentido que se baseia no lençol amassado, travesseiro amarrotado no lado de minha cama pertencente á ti. Tudo o que encontro é a impecável arrumação. 
 Debato-me mentalmente “por que essa ausência me causa tanto alvoroço?”. Por minha espinha passam calafrios, centenas deles, como se me cercassem com a mensagem que completa o espaço em minha vida, e ela diz: platônico.
 Sonho contigo todas as noites desde a última vez que a vi. Jamais toquei seus cabelos, compartilhei de seu perfume e, em minha perspectiva, entre os bilhões de pessoas, você é a mais intocável. Em minhas fugas de seu “exílio” sinto seu abraço, tuas mãos tocam meus braços, tu observas bem o castanho de meus olhos e percebe o que realmente sou: somente seu; tal ato retira suas palavras, retira as minhas, cria o melhor tipo de silêncio: o que se resume em beijos; E isso basta. 
 Acalmo-me com a lembrança. Até no mundo das ideias tal pensamento parece maluco, porém, é como todas as coisas que existem por lá: perfeito e intocável. 
 Sinto a ferida em meu peito sangrando incessantemente, escorrendo em meu subterfúgio como a realidade. O que não tinha forma terrena passa a se transformar em meu quarto novamente. 
 Após visualizar algo quase profano, meus pensamentos tocam a cova ensanguentada e me ponho intensamente á chorar; mais uma vez. Talvez a loucura de tal sentimento nos tenha tirado do “paraíso” - minto á mim mesmo em prol de paz interna. 
 Inconsolavelmente perco o juízo, clamo sua falta por meio de lágrimas que se multiplicam… A vontade de dividir o que se passa em minha mente escorre pelos espelhos da alma.

 O sono ataca novamente e, mais uma vez, tenho a chance de sonhar contigo. 

 Ás vezes o amor parece cair na chama do cigarro,
 na vala dos caximbos,
 afogado sempre no passado
 para ser eternamente lembrado.

 Como poderia me esquecer dos resquícios no coração guardados,
 do amor inacabado,
 as palavras não ditas,
 dos sentimentos não recitados?!

 Parece loucura remoer o que deve ser esquecido,
 tudo o que foi repartido entre nós dois
 e no fim só me sobrou tristeza,
 recordações nas veias,
 solidão que batuca em silêncio na mente perturbada.

 Por mais que tenham sobrado apenas cartadas erradas
 do meu ponto de vista são apenas recordações
 as quais gostaria que fossem boas,
 resistentes e duradouras eternamente,
 pois o que senti é indefinível em versos de tristeza, amor e drama.
 Minha vida na tua pode ser descrita em versos mudos,
 os únicos quentes com palavras frias. 

Amanda Guissoni 

Eu quero o seu silêncio, como uma simples vela. Preciso de duas doses de corpos inocentes e apenas uma pequena e revolucionária dose de Queen tocando ao fundo. Necessito de algo que desperte em mim algo em mim, como um prazer nunca presenciado por meu corpo, uma chama nunca desatinada, quando “Love of My Life” toca sem medir consequências: 

When I grow older, 
I will be there at your side,
To remind you how I still love you
I still love you

Quando algo parece inédito em seu corpo, o sentimento compartilhado em prantos com Fred Mercury e eu sobre o que sinto por ti, um único suspiro que pode ser assemelhado ao último sussurro de meus pulmões parece gritar sem muito som “I still love you”. 
O silêncio se quebra, suas pupilas pedem gritantes por tudo o que eu tenho, desde o que posso te oferecer até um horizonte inimaginável, é como uma arte impressionista, dois borrões de tinta que tomam forma e sentido somente dentro de sua composição, juntos.

Amanda Guissoni.

Te amo <3. — hotwhitesnow

Eu te amo também Mariana. Tu não sabes quanto <3

 Eu sei que não é um bom momento agora, mas eu sei que as coisas irão melhorar, não tão rápido porque as coisas, como você mesma diz, não melhoram da noite para o dia, muito menos entre nós.
 Posso não prever o futuro, mas sinto a leve impressão de que um dia tudo o que está se passando conosco e em nossos cérebros cheios de “enzimas emocionais” irá passar e será como sempre, você fará aquele café horrível de amargo todos os dias, mas quando me perguntar se está bom direi apenas que sim, como nunca. Você arrumará a cama do jeito que eu detesto, fumará para aliviar o estresse e eu simplesmente me sentarei ao seu lado e fumarei contigo um ou dois cigarros, ou até um maço, mesmo odiando a maneira que a fumaça me sufoca, mas tira meu ar com o seu delicioso cheiro, beberemos no bar da esquina aquele uísque de quinta que tu tanto gostas e eu sem pestanejar deixarei aquele veneno passar diretamente pela garganta, comerei da sua comida de aspecto… peculiar e simplesmente transaremos, como sempre naqueles lençóis mal dormidos, embriagados como os versos de amor que insisto em lhe dizer todas as noites e acordaremos no outro dia como se nunca fizéssemos a mesma coisa, mas sabendo como será o amanhã, depois de amanhã e para o resto das nossas vidas.
 Eu apenas sei de uma coisa: por mais que eu deteste a sua maneira de fazer as coisas, seus vícios, seu ódio, sua alma que faz da minha de cinzeiro, saiba que eu nunca mudaria e não mudarei nada em você, pois entre qualidades e defeitos, alegrias e tristezas, saúde e doenças eu te quero para sempre assim… simplesmente minha.

 Não posso mentir, eu amei – e amo – os desencontros, todos os desencontros, todos aqueles que eu te vi, mas se encontrando com outros, e até os que eu mal pude te ver. Eu amo os desencontros que às vezes mal tenho vontade de te ver, de tocar, de procurar valores perdidos nas pessoas, e sim encontrar esses valores escondidos em mim, pois acima dos desencontros eu amo os encontros contigo, eu amo poder dizer “finalmente nós”, sentir o aroma da única pessoa que tem esse cheiro tóxico ao meu amor e benéfico apenas ao meu sofrimento.
 Agora me pergunto, porque gosto de não te ter por aqui?! Bem, sem você ao meu lado eu posso sentir não apenas a sua falta, mas posso analisar quanto tempo perdemos – e estamos perdendo – pensando e transformando em cinzas esse sentimento entre nós que nunca poderá ser velado por completo.